Join MultiplyOpen a Free ShopSign InHelp
MultiplyLogo
SEARCH

... Jaya Shakti ... - triballover -

* Tradução livre de Mariana Quadros



Esse mini documentário foi feito por uma menina da Slovênia chamada Manca Pavli que passou alguns meses na Califórnia estudando tribal e yoga.

Eu achei muuito legal a idéia dela e o documentário em si, mas as entrevistas são todas em inglês e infelizmente quem não fala inglês não aproveita nada! Então resolvi transcrever (às vezes um pouco resumido) as entrevistas para colocar junto com o vídeo, porque acho que ele realmente nos conivda a pensar um pouco. É tão legal ouvir das próprias dançarinas o que elas consideram o estilo delas, como elas descrevem. E nos dá algumas idéias do que queremos para nossa própria dança também, e porque estamos fazendo isso.

Eu gostei muito das respostas da Paullette, da Amy Sygil e da Rachel. A ordem que ela organizou as entrevistas também foi perfeita, começando pela Carolena (que de fato começou tudo!) e terminando com a Rachel que é hoje com certeza um dos maiores expoentes dessa dança e muito responsável pelo seu crescimento...e a frase do final super bem escolhida e colocada... Muito bom! Enfim, gostaria de saber o que acham e que questionamentos os depoimentos despertam em vocês...
    

“O que é dança do ventre Estilo Tribal?”
Nesse filme, meu objetivo não é definir a dança do ventre Estilo Tribal. Eu apenas coletei respostas de pessoas que são normalmente associadas com esse estilo. As perguntas que eu fiz para as dançarinas foram:

 “De que forma você acha que seu estilo difere dos demais estilos de dança do ventre? Como é seu estilo? Como você o descreveria para o público em geral?”

- Carolena Nericcio – FatChanceBellyDance
Meu nome é Carolena Nericcio, e sou diretora do FatChanceBellyDance. No começo dos anos 90 em São Francisco eu criei um estilo de dança chamado “American Tribal Style”. Esse estilo se desenvolveu em um vocabulário de passos e gestos que as dançarinas podem usar para criar coreografia improvisada em grupo. O grupo inteiro pode dançar junto por meio de “sinais” e comunicação visual. Os trajes são muito ricos, com uma aparência étnica -- talvez folclórica seja um termo melhor -- e tem o efeito de parecer muito antigo, mas na verdade é muito novo.

- Kajira Djoumahna – Blacksheep Bellydance
Minha especialização foi em ATS, criado pela Carolena Nericcio do FatChanceBellyDance. Minha inovação para o estilo foi o uso dos dois lados do quadril, pois o ATS sempre utiliza o lado direito do quadril liderando. Minha contribuição foi colocar o uso do lado direito e esquerdo do quadril mantendo o improviso. A diferença dos outros estilos de dança é que o ATS é um estilo de improvisação em grupo e é o único no mundo que possui um sistema de sinais para improvisar. Não é como na dança moderna em que as pessoas improvisam, mas estão agindo e reagindo de acordo com as outras, em vez de tentar parecer uma revoada ou um cardume...E é esse efeito que buscamos no nosso estilo de tribal, e que possamos nos mover juntas como uma só sem coreografia, e nunca repetir a mesma dança duas vezes. É arte criada no momento, umas com as outras. É muito empolgante!

- Paulette Rees-Denis - Gypsy Caravan
No nosso estilo de tribal o mais importante não é a apresentação propriamente dita, mas o senso comunitário. Estar no seu círculo de amigas e amigos improvisando com a linguagem estruturada que temos da dança. Assim nós criamos uma comunidade, criamos mágica no momento. Somos capazes de olharmos uns para os outros e deixar de lado o ego, as expectativas, e criar mágica!

- Jill Parker - Ultra Gypsy
Uma das características que se tornaram maca registrada do meu estilo é que eu me interesso muito por dança do ventre clássica e estilos folclóricos, e em como se encontram para criar algo inovador. Também me interesso muito em manter alguns dos aspectos mais sensuais da dança, misturando-os com novas influências, e temas narrativos facilmente relacionáveis. Também sou bastante influenciada por contos de fadas.

- Ariellah Afalo -- Deshret Dance Company
Meu gênero de dança do ventre se difere dos outros porque eu trago à tona os aspectos mais apaixonados, teatrais, dark e emocionais de mim mesma. E projeto o que vem de dentro para o público. As pessoas que treinam comigo, tendem a possuir um sentimento ou qualidade similar. Eu evoco uma maior paixão, emoção, teatro e drama, indo um pouquinho mais para o lado escuro no meu estilo de dança do ventre, que eu chamo de “Dark Fusion Bellydance”.

- Heather Stants – Urban Tribal Dance Company
Meu estilo de dança do ventre é muito influenciado por dança moderna, hip hop e danças americanas modernas. Eu pego emprestado respeitavelmente aspectos da dança oriental tradicional e a adapto para uma platéia americana atual.

- Elizabeth Strong – Bellydance Superstars
Se eu tivesse que descrever meu estilo para um público geral, diria que não é a dança do ventre “glamurosa”, é mais ligada à terra, mais sutil. Também adoro os estilos de dança dos ciganos europeus. Minha viagem à Bulgária há dois anos me influenciou bastante em um curto espaço de tempo, eu gostei muito do jeito que eles dançavam. Eu também acho que me esforço bastante para não parecer muito ATS, mas gosto dos braços e da elegância do estilo. Mas acho que meu estilo se difere pelo repertório, e na dança lenta, por exemplo, meu estilo é bem livre, não é algo que alguém tenha me ensinado necessariamente.

- Kami Liddle – Bellydance Superstars
No meu estilo pessoal no momento, eu tento pegar tudo que eu aprendi ao longo dos anos no meu treino de danças, dança moderna, jazz, ballet, hip hop, seja o que for, e achar um jeito de misturar tudo. E até estilos diferentes de dança do ventre, sinto que tenho me influenciado muito mais pela dança do ventre clássica (referida pelos americanos também como “cabaret”) na minha dança. É como um mix eclético de tudo.
   
- Amy Sygil – Unmata
Ao contrário de muitos estilos que tem um formato específico, que usam sempre os mesmos passos, o mesmo currículo, o meu muda o tempo todo. Meu estilo continua a evoluir... Tenho certeza de que muitos outros estilos também evoluem, mas no nosso é como um elemento-chave. Também gosto de um treino rigoroso na nossa dança do ventre, o que a torna um pouco mais “feroz”. Para definir nosso estilo para um público geral, acho que começaria com o termo “world dance”, e se tivesse que usar “dança do ventre”, gosto do termo “dança do ventre moderna”, pois sinto que nossa dança é moderna no contexto em que está inserida. Não moderna no sentido de contemporânea, mas no sentido de popular. Eu gosto do termo “dança do ventre popular”, mas não se usa isso como no “pop” por exemplo. Mas eu sinto que a minha dança é tão relacionada ao “pop”, como em alguns videoclipes: tem um pouco de tudo, e vai mudando e misturando influências de várias coisas que estão acontecendo no momento. Isso é uma coisa que sinto presente na minha dança, não o tempo todo, mas na maior parte do tempo.

- Rachel Brice – The Índigo
Eu não sei... Posso dizer que sei de onde veio, do ATS e da dança do ventre clássica, e esse foi o ponto de partida. Agora eu me inspiro em filmes antigos, livros antigos, flamenco, kathak, em vários tipos de coisas. E muda o tempo todo, eu sei o que estou fazendo agora, mas não sei o que estarei fazendo ano que vem, não é uma dança tradicional ou folclórica, é uma coisa viva que me pegou de jeito! Eu não sei o que é, mas é divertido, contanto que eu consiga dormir o suficiente!

“Se eu pudesse te dizer o que é, não haveria razão para dançar.”
Isadora Duncan

 

Texto cedido gentilmente pela tradutora Mariana Quadros.

Add a Comment